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Dia Mundial de Combate à Tuberculose alerta para o aumento no número de mortalidade pela doença devido à Covid-19

24 mar 2022|Postado em:Artigo

 

Dia Mundial de Combate à Tuberculose alerta para o aumento no número de mortalidade pela doença devido à Covid-19

De acordo com a OMS, a pandemia reverteu anos de progresso no combate à tuberculose, aumentando em 13% o número de mortes

A data 24 de março ganha destaque como o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A campanha, que foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e busca conscientizar a população sobre cuidados, diagnóstico precoce e tratamento efetivo, foi intensificada devido à Covid-19, que ocasionou efeitos no número de mortalidade por tuberculose.

De acordo com o relatório global da OMS, a pandemia reverteu anos de progresso no combate à doença. Em 2021, um aumento de 13% na mortalidade mundial pela infecção foi constatado. A tuberculose é caraterizada como infectocontagiosa, afetando, principalmente, os pulmões, mas também podendo acometer outras partes do corpo humano, como ossos, rins e membranas que envolvem o cérebro.

Com ambas as infecções afetando os pulmões, a Covid-19 de forma viral e a tuberculose por meio bacteriano, de acordo com a pneumologista do Hospital Santa Joana Recife, Shyrlene Macêdo, o quadro dos pacientes com tuberculose acometidos pelo coronavírus pode ser muito mais grave e fatal, isso porque essas pessoas já apresentam um comprometimento na estrutura pulmonar.

Além disso, durante a pandemia, foi identificada uma redução significativa e preocupante nas notificações da tuberculose, além de dificuldade no acesso dos pacientes ao tratamento, gerando um cenário preocupante que deve continuar tendo reflexos nos próximos anos.

“A tuberculose tem cura, mas consiste em um desafio manter o paciente em tratamento por, no mínimo, seis meses. O índice de abandono antes do tempo necessário para se considerar um caso curado é grande”, relata a pneumologista. “Os pacientes que acabam abandonando seus tratamentos, desencadeiam risco de tuberculose resistente, mantendo a cadeia de transmissão constante e, muitas vezes, com bacilos resistentes aos tratamentos habituais”, acrescenta. Entre os sintomas mais frequentes estão a tosse por mais de duas semanas, perda de peso, febre, sudorese noturna e perda de apetite.

Muitos novos casos da doença são atribuídos aos fatores de risco, que são desnutrição, diabetes, infecção por HIV, transtornos relacionados ao uso de álcool e tabagismo. “A transmissão da tuberculose se faz por via respiratória, através da inalação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com doença pulmonar ativa para outras. Um paciente não tratado e com baciloscopia positiva no escarro, que é um exame para diagnóstico da tuberculose, sustenta a cadeia de transmissão e pode infectar de 10 a 15 outros indivíduos em uma comunidade, em um ano”, alerta a médica. “Após iniciado o tratamento, em geral, o paciente deixa de ser transmissor em 15 dias. Assim, a melhor forma de controle é buscar ativamente pacientes não diagnosticados, que não sabem que estão doentes e seguem contaminando pessoas com quem tem contato”, completa.

 

 Colaboração-Fabiana Constantino

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