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Especialistas defendem investimentos em economia verde para as próximas fases pós-pandemia

1 jul 2020|Postado em:Uncategorized


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Encontro contou com a participação de especialistas regionais e representantes de entidades internacionais ligadas à área de desenvolvimento econômico e à pauta climática

“Precisamos consertar os desequilíbrios provocados pelo modelo de desenvolvimento econômico implementado desde a Revolução Industrial. Temos que fazer alterações no modelo de negócio, priorizando o meio ambiente e educação ambiental. Para isso, é necessário aprofundar esse debate. Nós temos o inventário de Gases de Efeito Estufa e precisamos nos debruçar para identificar quais são os elementos-chaves que o Governo de Pernambuco pode adotar como política, sensibilizando a sociedade, empresas e entidades, de forma a promover uma mudança efetiva para uma economia sustentável”, destacou José Bertotti, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, durante a 7ª reunião do Fórum Pernambucano de Mudança do Clima, realizada nesta terça-feira (30/06), por videoconferência.

O fórum trouxe a participação de especialistas regionais e representantes de organizações internacionais ligados à área de desenvolvimento econômico e sustentabilidade, entre eles a economista Tânia Bacelar, da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan). “A principal potencialidade do Brasil, falando como economista, é a diversidade regional. Quem defende o centralismo se atrapalha com isso porque quer fazer poucas escolhas e faz escolhas erradas. Cada lugar do Brasil tem um potencial diferente”, pontua a economista.

Tânia Bacelar ainda ressaltou o grande ativo do país, que é a natureza. “É um privilégio viver um país com seis Biomas. E, é preciso construir um processo de ocupação humana e econômica diferenciado para cada bioma. São realidades diferenciadas e reconhecer essa diversidade é essencial para a sociedade pensar num novo projeto. Um grande impeditivo é como a gente organiza o governo brasileiro, de forma muito centralizada. Embora seja uma federação múltipla, em que os entes federativos têm autonomia, o que serve para o Brasil é um modelo descentralizado coordenado, onde o papel do Governo central é coordenar e não mandar”, colocou.


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O coordenador do portfólio de Economia de Baixo Carbono do Instituto Clima e Sociedade (ICS), Gustavo Pinheiro, destacou alguns equívocos de desenvolvimento que não estavam relacionados com a vocação e as capacidades de cada país. “Alguns países investiram numa economia verde na crise de 2008, entre eles China, Estados Unidos e Coreia do Sul. A pandemia mostra que teremos uma recessão pior que o período da segunda guerra. Teremos grandes desafios, mas já é possível colocar em prática algumas iniciativas”, defendeu o representante do Instituto que faz parte de uma rede de organizações filantrópicas dedicadas à construção de soluções para a crise climática.

Entre as soluções climáticas possíveis de serem adotadas para o pós-pandemia, Pinheiro elencou: investimentos governamentais alinhados com os objetivos climáticos; empresas com subsídios governamentais devem ter planos de transição para uma economia de baixo carbono; alavancar investimentos através da emissão de títulos verdes/climáticos por bancos de investimentos; instrumentos financeiros específicos para setores de baixo carbono; revisão da regulação para destravar investimentos privados.

Rui Ludovino, Conselheiro da Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra) também falou de iniciáticas internacionais e destacou que o Pacto Verde Europeu será a prioridade para os próximos cinco anos como estratégia de desenvolvimento no velho continente. “Ele estabelece, por exemplo, que a União Europeia atinja a neutralidade climática até 2050, liderando uma tendência global de descarbonização. É uma estratégia que vai muito além das políticas clássicas de clima e energia. Ela aborda muitas áreas como a economia circular, os recursos naturais, a gestão dos resíduos, biodiversidade, mobilidade e a questão como produzimos e consumimos alimentos.”, afirmou.

Algumas soluções para a recuperação econômica, por meio de um desenvolvimento sustentável, também foram apresentadas pelo coordenador de planejamento da Under2 Colition/The Climate Group, Rolf Bateman. No Fórum, ainda houve a exposição do andamento dos trabalhos de quatro câmaras setoriais (energia, transportes, resíduos e agricultura, florestas e usos do solo) e aprovação da nova composição do colegiado. O Fórum ampliou a participação de representantes da sociedade civil que atuam na área ambiental e outras regras de participação e aprovação das decisões internas.


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