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Recife adere à iniciativa global da ONU Construindo Cidades Resilientes 2030

18 jun 2021|Postado em:RECIFE

 

Foto: Brenda Alcântara/PCR Imagem

As ações executadas pelo Recife no enfrentamento aos efeitos da emergência climática credenciaram a cidade para a participação em uam rede voltada ao desenvolvimento sustentável. O prefeito João Campos e a vice-prefeita Isabella de Roldão oficializaram nesta quinta-feira (17) a assinatura da carta-compromisso de adesão do município à iniciativa Construindo Cidades Resilientes (MCR 2030), liderada pelo Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR). Ao integrar a MCR 2030, a cidade se compromete a se tornar mais inclusiva, segura, resiliente e sustentável até 2030, estabelecendo medidas eficazes para reduzir o risco de desastres climáticos.

“A gente assina hoje o compromisso do MCR 2030 porque entendemos que é fundamental que uma cidade como Recife, que está sujeita a impactos muito relevantes, precisa construir um movimento de resiliência permanente. Para construir esses movimentos é fundamental a participação de entidades do terceiro setor, movimentos que respaldem e que nos ajudem a acelerar essas mudanças”, explicou o prefeito João Campos. “Sabemos mais do que nunca que, principalmente grandes cidades, grandes metrópoles no mundo estão sujeitas a diversos impactos no meio ambiente, impactos climáticos. E as gestões têm que ter o compromisso de cuidar da rotina, do presente da cidade, mas fazer sempre um planejamento que possa apontar para uma cidade cada vez mais inclusiva, que respeite o meio ambiente, que agregue e inclua as pessoas no futuro”, continuou João. Um dos objetivos da iniciativa, também, é o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e outros compromissos internacionais, incluindo os do Marco de Sendai, o Acordo de Paris e a Nova Agenda Urbana.

Pelo protagonismo na adoção de políticas públicas de promoção da sustentabilidade, Recife adere à MCR 2030 já habilitada na Etapa C, a última da escala prevista pela iniciativa. Sendo assim, recebe o título de Nó de Resiliência. O reconhecimento é concedido a cidades que já alcançaram um alto nível de experiência na construção de projetos de resiliência, estando capacitadas para compartilhar suas melhores práticas com outros municípios, sobretudo dos estágios A e B. “Uma alegria grande poder compartilhar desse momento histórico da nossa cidade, com tantas pessoas que nos assistem e que torcem por nós. Eu tenho dito sempre que a pandemia trouxe de maneira muito forte o conceito de que ‘o um impacta no todo e o todo no um’. Quanto mais cidades resilientes aderindo, se qualificando e caminhando para um objetivo comum de sobrevivência da humanidade, melhor será. Estou aqui cheia de gratidão e de felicidade por celebrar esse importante passo”, comemorou a vice-prefeita, Isabella de Roldão.


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“Recife assume essa responsabilidade dentro de um grupo de excelência mundial, que conta com grandes cidades, como Dubai (Emirados Árabes), Barcelona (Espanha), São Francisco (EUA) e Medellín (Colômbia).  Ficamos muito felizes de poder compartilhar os avanços que alcançamos na gestão climática na última década, com ações inovadoras de adaptação e mitigação de riscos, assim como redução da emissão de carbono, viabilizada pela atualização periódica do nosso inventário de emissões”, completa Isabella, que também é embaixadora para a América do Sul da Cities Climate Leadership Alliance.

Como representantes do MCR 2030, participaram do evento o chefe do Escritório Regional das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (UNDRR) para as Américas e o Caribe, Raul Salazar, a coordenadora regional MCR 2030, Natalia Villamizar Duarte e a assessora de Resiliência Urbana da MCR 2030  Johanna Granados, além da co-fundadora & CEO da Youth Climate Leaders (YCL), Cassia Moraes. “Damos as boas-vindas à cidade do Recife a essa iniciativa da MCR 2030. Parabenizo o feito do Recife em aderir a uma rede de apoio, de diálogos e de encontros com as cidades participantes e todas as partes interessadas que se unem por um propósito comum, que é fazer com que as cidades sejam mais resilientes. Através desta iniciativa, estamos buscando impulsionar a resiliência local, o desenvolvimento e a capacidade técnica local, sobretudo do intercâmbio de conhecimentos e aprendizagens que pode haver entre as cidades”, comemorou Raul Salazar.

A coordenação dos trabalhos no âmbito municipal ficará a cargo do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos Ribeiro, que atuará em parceria com as demais pastas da gestão, com destaque para a Executiva de Defesa Civil, comandada pelo Coronel Cássio Sinomar.  Entre os compromissos, também estão melhorar a governança intersetorial, aumentar a capacidade de acesso a financiamento, projetar e fornecer infraestrutura resiliente, além de promover a inclusão social e desenvolver soluções baseadas na natureza. Como membro da MCR 2030, a cidade passa a ter acesso a um ambiente de aprendizagem e assistência, que auxilia justamente no alcance dessas metas, através da conexão com uma ampla rede de especialistas, conselheiros, agências de desenvolvimento, ONGs, organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, prestadores de serviços e potenciais investidores.

As cidades resilientes devem estar aptas para agir rapidamente e reduzir a exposição da população a situações de vulnerabilidade diante de cenários naturais ou causados pelo desequilíbrio ambiental, a exemplo de tempestades, enchentes e deslizamentos de terras, entre outras situações de risco. Para que as ações sejam ágeis e efetivas, é preciso implementar medidas preventivas, bem como mecanismos de informação da população e tecnologias capazes de acelerar a ação em casos de emergência.

Lançada em outubro de 2020 para um período de 10 anos, a partir do 1º de janeiro de 2021 até o fim de 2030, a MCR 2030 já conta 4.360 municípios participantes em todo o mundo, sendo 1.078 no Brasil. Os sócios cocriadores da iniciativa incluem: C40 Cities; ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade; Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC); Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA); Resilient Cities Network (R-Cities); Cidades e Governos Locais Unidos (UCLG); Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU HABITAT); Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS); Grupo Banco Mundial, Conselho Mundial em Dados da Cidade (WCCD) e Youth Climate Leaders.

 

Fonte: Diario de Pernambuco

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